Bichos

Com o calor, alguns cuidados são essenciais para manter o bem-estar de cães e gatos

Pâmela Rubin Matge

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Se em pleno verão e com sensação térmica ultrapassando os 30ºC, você necessita de hidratação e prefere locais fresquinhos, imagina se tivesse pelos sobre a pele.

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Assim como os humanos, cães e gatos necessitam de cuidados especiais para sobreviver a altas temperaturas. É nesta época que eles apresentam maior cansaço e, geralmente, são vítimas de infestações por ectoparasitas (pulgas e carrapatos). Alguns pets podem, ainda, manifestar dermatites.

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De acordo com o veterinário Júlio César de Aguiar Acosta, os animais sofrem com o calor tanto quanto os humanos. A forma com que o corpo deles lida com isso é diferente:

– Basicamente, a forma de eles evitarem que a temperatura corporal se eleve é pela respiração, já que possuem pouquíssimas glândulas sudoríparas (apenas algumas embaixo das patinhas). Sendo assim, a temperatura corporal pode oscilar dependendo de fatores como temperatura ambiente, exercício físico e situações de estresse. Nos dias de calorão, podem ter quadros de intermação (elevação excessiva da temperatura corporal por tempo prolongado) que, dependendo da gravidade, pode levar à morte.

As raças que mais sofrem

Conforme o veterinário, raças braquicefálicas (com o focinho achatado) como pug, shih tzu, pequinês, as de pelos longos ou as com tendência à obesidade sofrem mais.
Para espantar o calor, o labrador Nescau, de sete anos e meio, toma banho toda a semana e se refresca nos dias quentes. A técnica em Radiologia Karla Schmitt, 34 anos, que é tutora do cachorro, conta que ele recebe cuidados especiais no verão:

– Projetamos um canil arejado. A água dele é trocada duas vezes ao dia e fica em uma bacia de seis litros. O Nescau também adora tomar banho de piscina e, quando ligamos uma torneira, ele se enfia embaixo.

Cuidado com os exageros

– Segundo o veterinário Júlio César Acosta, ventiladores e condicionadores de ar podem ser utilizados nos dias quentes, porém, o adequado é manter a temperatura entre 20ºC e 24ºC, além de evitar que o pet se posicione diretamente na saída da ventilação.

– Outro cuidado é em relação à umidade do ambiente, que, geralmente, fica baixa depois de muitas horas ligado, principalmente à noite. Isso pode promover o ressecamento das mucosas e desencadear tosse.

– Condicionadores de ar e ventiladores devem ser ligados somente quando os tutores estiverem em casa, evitando, assim, risco de choques elétricos.

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